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07/04/2022 às 20h45 Redação Você está aqui: Home / Camaçari Imprimir postagem

Exclusivo: Júnior Borges fala pela primeira vez sobre aliança de Geraldo Júnior com o PT e manda recado

"Se aquele que amo não me defende, a gente tem que parar e repensar as coisas”

Desde o ano passado que o presidente da Câmara Municipal de Camaçari, vereador Junior Borges (UNIÃO Brasil), já tinha anunciado que o seu pré-candidato a deputado federal era o presidente da Casa Legislativa de Salvador, Geraldo Júnior do MDB, contrariando a escolha do prefeito Elinaldo (UNIÃO Brasil) pela reeleição do deputado federal Paulo Azi (UNIÃO Brasil). Mas, durante a famosa “dança das cadeiras” na política, o Movimento Democrático Brasileiro rompeu com o UNIÃO Brasil de ACM Neto, e aceitou o convite do Partido dos Trabalhadores (PT), para indicar um nome ao cargo de vice-governador.

O escolhido foi justamente o pré-candidato de Junior Borges, o seu “amigo/irmão”, como o parlamentar o chamava em vários discursos, Geraldo Júnior. O Portal conseguiu uma exclusiva com o presidente na manhã desta quinta-feira (07/04), na Câmara Municipal, onde o parlamentar explicou que por um tempo esteve ausente observando as movimentações e críticas em relação as suas decisões e posturas. “Tenho lido na imprensa e tenho visto vários cards maldosos, que tentam manchar a minha reputação e minha dignidade. Estou só observando, porque essas coisas estão saindo da minha base, da base do governo Elinaldo, então tenho que só parar e observar”, pontuou.

Junior Borges ressaltou que tem recebido “inúmeros ataques” por parte de pessoas do seu próprio grupo político. “A essas pessoas eu digo que elas não vão conseguir me paralisar, são críticas muitas vezes infundadas, que não procedem. Sempre se repete a máxima que eu traí o prefeito Elinaldo, e quem conhece a minha história sabe que eu fui um dos primeiros a incentivá-lo a ser candidato a deputado em 2014. Então a construção que hoje está estabelecida, foi feita por mim também, por Jorge Curvelo, por Falcão, pelo secretário Helder. Se as pessoas querem me atacar, eu já disse e vou repetir ‘ataque é veneno, eu só tomo veneno se eu quiser’”.

Questionado se ele se sentiu traído por Geraldo Júnior, a resposta foi não. “O MDB estava conversando com vários partidos, e o que MDB queria fica no campo das decisões partidárias, se o partido decidiu caminhar na base do governador Rui Costa eu não posso me meter nisso, porque eu sou do UNIÃO Brasil, não tenho nada a ver com isso. Meu plano A para deputado federal era Geraldo Júnior, mas não acho que tenho que dar explicação a cerca de uma decisão pontual do MDB, e pontual do pré-candidato a época Geraldo Júnior. São adultos, e o que posso dizer com muita tranquilidade é que o tempo e as pessoas darão a resposta lá na frente”, disse.

Junior Borges ressaltou ainda que pessoas dentro do seu próprio grupo político querem ver ele fora. “Não sou eu que estou pedindo para sair, percebo que o movimento é me colocar para fora. Agora tenho maturidade suficiente para entender isso, querem o meu lugar, então o que a gente faz, permanece? Eu estou muito tranquilo, no meu olhar, na minha expressão, dar para perceber. Fui atacado ano passado em 2021 oito meses seguidos, e agora mais uma vez. Desde terça passada tenho sido atacado constantemente pela ação de uma pessoa que eu decidi apoiar, e essa pessoa foi escolhida pelo partido dele para ser vice na chapa do pré-candidato Jerônimo, que é meu amigo pessoal, Marta Rodrigues é minha amiga, e as pessoas não sabem separar as coisas. O meu grupo político não sabe separar as coisas. Já tive uma conversa com o prefeito Elinaldo, muito madura por sinal, ele tem seu posicionamento acerca disso, e disse a ele que eu escolhi amar ele, escolhi estar onde eu estou, agora a partir do momento que sou atacado reiteradas vezes e aquele que eu amo não para me defender, a gente tem que parar e repensar as coisas”, destacou.

Para finalizar, o Portal quis saber a opinião do vereador Junior Borges em relação ao porque sua presença tem incomodado tanto o grupo político que integra, desde que assumiu a presidência da Casa Legislativa. “Eu acho que as pessoas criaram uma cultura de um processo político em Camaçari muito reto, muito linear, onde ‘eu sou de alguém, alguém é meu dono’, mas Júnior Borges não tem dono. Eu tenho pessoas que respeito, que considero, que admiro, e tento me colocar nessa forma o tempo inteiro, estando ali do lado, sendo parceiro, porque a relação que tenho com o governo municipal é uma, e a relação que tenho com o prefeito Elinaldo é outra, não é uma relação de política, é uma relação de irmão, de gente que se gosta, de gente que se respeita, que cuida um do outro e as pessoas precisam compreender isso. Em nenhum momento enquanto presidente da Câmara tive nenhum deslize com relação a isso, me acusam o tempo inteiro de ter traído Elinaldo e eu pergunto, quando foi que eu traí Elinaldo? Essa pergunta fica no ar”.

 

 ;Portal Abrantes


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